Amor
culposo
C. L. Costa
"Se você fosse preso por ser cristão, haveria provas suficientes
para condená-lo?" (David Otis Fuller)
David Fuller pergunta: "há provas para condená-lo por ser cristão?”
Prova é aquilo que mostra uma verdade, um testemunho, um indício,
uma justificativa. Paulo, o apóstolo escreveu: ... “Cristo Jesus,
que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1Tm
6.16). Não havia nenhum mal, dano, delito, crime, pecado, ou
transgressão religiosa, para condenar Jesus Cristo. Pôncio Pilatos,
governador da província romana da Judéia, declarou sobre Jesus: “Não
acho culpa alguma neste homem” (Lc 23.4). Se fossemos preso por ser
cristão, haveria provas suficientes para nos condenar? Um
testemunho? Um indício? Uma justificativa? O que “prova” alguém ser
cristão não é o que ele diz, mas o que ele faz (Mt 12.33/Lc
10.30-37). O que “prova” alguém ser cristão é a coerência de sua
vida com o evangelho de Cristo (Lc 6.46). O que “prova” alguém ser
cristão é seu autentico estilo de vida (Mt 23.3). Que o mundo
encontre em nós a culpabilidade por ser cristão; que nos acuse por
não amá-lo; que nos incrimine por amar a Deus e seu Cristo; que nos
julgue por odiar o pecado e amar nossos inimigos. Que sejamos todos
réus deste amor culposo. Que sejamos acusados pelo crime de servir a
Deus de todo coração, chamados a juízo para responder por atos de misericórdia;
culpados, acusados, incriminados, responsabilizados por ação prática
contra o egoísmo do mundo. Que sejamos considerados como nosso o
Amado Mestre: réu de morte; que incidiu em crime amar o pecador cuja
pena foi a morte.
|